Medíocre
Sociedade
Espinhos atirados a multidão,
Sociedade julgando até a morte,
Declínio que leva a escuridão.
O que pensam de nós?
Sociedade culminante,
Julga alma a dentro,
Destroça esperança conquistada.
Sociedade, porque és assim?
Padrões e padrões,
Eu os renuncio,
Jogo sua opinião aos leões.
Ideais, ideais,
Quais são corretos?
Os meus, os teus,
Ambos concretos,
De ideais enfim,
Somos ateus.
Diga-me o que fazer,
O que dizer, o que pensar,
Mas tenha em mente,
Que tuas opiniões vou renunciar.
Coração lastimado,
Mas enfim o que é isso?
Felicidade, alegria,
Buscadas noite e dia,
Nada mais que ilusões,
Feita por nossos cérebros,
Apenas reações.
Expresse tudo,
O que quer, o que sente,
Mas tudo, seu medo,
Sempre lembre-se,
Está em sua mente,
Sendo ele real ou,
Triste ilusão.
Alucinação,
Triste ilusão da realidade,
Alma atormentada,
A qual o vê e aceita,
Triste ilusão, ainda melhor,
Que a pobre realidade.
Sinta os batimentos,
Descontrolados,
Alucinados,
Pra que os sente?
São simples reações,
Talvez irreais, momentâneas.
Ouve-se de longe,
Gritos desesperados,
Ao fim são de todos,
Sociedade oprimida,
Sociedade que oprime.
Alma abafada,
Escurecida pela podridão,
Procurando salvação.
Onde ela está? Onde?
Foi obscurecida,
Escondida por todos,
Que afundaram,
Nos sentidos errados.